Elemento surpresa na reta final, torcida lota Vila Belmiro e milhares ficam de fora da decisão

Torcedores lotam a Vila Belmiro na decisão do Brasileiro Feminino (Foto: Gabriela Brino)

Torcedores lotam a Vila Belmiro na decisão do Brasileiro Feminino (Foto: Gabriela Brino)

Por: Alexia Faria e Mateus Dannibale 

Com a presença de aproximadamente 13 mil santistas, as Sereias da Vila enfrentaram o Corinthians na Vila Belmiro, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, na última quinta-feira (13). Além dos presentes, cerca de 10 mil torcedores ficaram do lado de fora porque os portões foram fechados. Todo esse público motivou as equipes, que não costumam ter estádios lotados para os seus jogos. A partida terminou em 2 a 0 para o Peixe, mas a presença massiva da torcida foi o destaque da noite.

O técnico santista Caio Couto elogiou os torcedores: “Ganhamos a confiança do torcedor santista com a solidez da nossa campanha. Ficamos felizes que eles compareceram. É um motivo de muito orgulho, não só para mim, mas também para as atletas, pois podemos sentir o calor e a torcida dos santistas, onde nesses últimos dois jogos eles nos incentivaram do primeiro ao último minuto”.

Torcida única

O próximo jogo da decisão será na próxima quarta-feira (19), na Arena Barueri, às 16h30, sem a torcida santista. Mesmo com a probabilidade de um grande público adversário, Caio Couto não demonstra preocupação.

“Contar com os torcedores do Santos já ficou claro que é algo que conseguimos trazer ao nosso favor. Entretanto, o fato de não termos a nossa torcida, além de um grande número de torcedores do Corinthians na Arena Barueri, não nos traz preocupação, uma vez que estamos equilibrados. Já passamos uma vez por isso, na semifinal contra o Iranduba, na Arena Pantanal, onde foram contabilizadas mais de 25 mil pessoas presentes”, afirma o comandante.

Quando o assunto é técnica, o treinador dá mais detalhes sobre o adversário.

“A equipe do Corinthians é muito qualificada e a gente sabe de todo seu método, principalmente em bola parada ofensiva. Então, temos que estar muito bem treinados para esta segunda partida. O time (adversário) também conta com jogadoras muito velozes na frente. De maneira alguma vamos abdicar de atacar, porque senão seria uma coisa natural a pressão que a gente passaria a sofrer”, conclui.