Advogado do “caso Sánchez” tinha empresa de atletas enquanto era vice do Fluminense

Dois assuntos diferentes, mas que estão no cotidiano do ambiente político do Santos FC. O envolvimento do presidente José Carlos Peres com a empresa de agenciamento de atletas Saga Talent é um dos motivos dos pedidos de impeachment por parte dos conselheiros do Peixe. Outro assunto que tem deixado o torcedor alvinegro preocupado é o “caso Sánchez”, após o atleta ter sido escalado na partida contra o Independiente, pela Libertadores, na última terça-feira (21).

A coincidência é que o advogado Mário Bittencourt, contratado para o “caso Sánchez”, também tinha uma empresa de atletas, enquanto era vice-presidente do Fluminense (2014 a 2016). A denúncia foi feita em 2016, pelo Jogo Extra. Procurada pelo veículo de informação, a assessoria da campanha de Bittencourt informou que as questões já haviam sido explicadas em sua conta no Facebook.

O Jogo Extra teve acesso aos documentos da sociedade (Foto: Reprodução/Jogo Extra)

O Jogo Extra teve acesso aos documentos da sociedade (Foto: Reprodução/Jogo Extra)

Foi nos tribunais, como advogado do clube que Bittencourt teve maior conhecimento no mundo do futebol, após o sucesso no “caso Héverton”, em  2013, quando o Fluminense escapou de disputar a Série B, após punições a Flamengo e Portuguesa.

Torcedores do Santos FC torcem para o mesmo sucesso do advogado neste novo caso, em defesa do Peixe. Entretanto, alguns associados e conselheiros comentam nos bastidores que a semelhança entre Bittencourt e Peres só reforça mais ainda o pedido de impeachment ao presidente alvinegro, que será votado pelo Conselho Deliberativo no início de setembro. Os dois pedidos falam de Peres como sócio de empresas que agenciam atletas.

“A votação será marcada para o início de setembro, caso recebamos oficialmente as decisões da Justiça”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo Marcelo Teixeira, à Gazeta Esportiva

Nesta sexta-feira (24), a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) do Conselho Deliberativo do Santos FC derrubou a liminar concedida a Peres, que travava o andamento do processo de impeachment. O juiz Rogério Marcio Teixeira, da 12ª Vara Cível de Santos, entendeu que as pretensões do mandatário não se justificavam.